Embarcadero Conference 2018

Única. É essa a definição para a Embarcadero Conferece 2018.

Eu nunca havia presenciado um número tão grande de profissionais Delphi concentrados em só lugar.  Vou contar para vocês um pouco dessa experiência…

A ansiedade começou na noite anterior ao evento. Preparei minha mochila com os itens básicos que eu julguei serem necessários para sobreviver: Meu Kindle, 4 pacotes de clube social, uma garrafa para água, 1 caderno pequeno e caneta para anotações, um carregador portátil, cabos usb, pendrive, fones de ouvido e até uma camiseta extra shit happens.

Tudo certo. Fiz a check list da bolsa, verifiquei se o papel da inscrição estava seguro na bolsa. Estava. Só depois de verificar tudo duas vezes é que eu fui dormir em paz, afinal, já eram 00:37 e eu iria acordar às 5:10 para me aprontar e pegar a carona para o evento às 5:50.

O caminho da ida

Não sei para vocês, mas “pra gente como eu” que é do interior, ir para São Paulo (capital) é sempre uma experiência bacana… Geralmente eu vou bem cedo, e isso me desperta boas lembranças da infância, me fazendo lembrar de café com leite e pão com manteiga. Foi com esse pensamento que eu entrei no carro e cumprimentei meu coordenador, o Edgar Pavão. Ele também foi ao evento, claro.

A conversa para a ida foi animada. Conversamos sobre os palestrantes que estariam presentes, segredos do universo e até mesmo sobre como seriam as paisagens da região de Campinas se ainda estivéssemos vivendo tempos medievais. Coisa de doido.

Chegando em São Paulo a ansiedade estava baixando. O desanimo do trânsito passou a tomar conta. Depois de penar naquela barulheira toda na entrada da marginal, as coisas começaram a fluir melhor, pois já estávamos em vias de chegar ao local do evento.

Uma coisa que você não pode duvidar é o poder de visão que um gordinho tem quando está com fome. O Edgar conseguiu localizar uma barraca de pastel de longe. Sim, paramos lá. A feira era bem organizada e o pastel da “Japa” era melhor ainda… Comemos dois cada um, acompanhados de uma água de coco trincado de gelada.

Chegada ao evento

Esse ano o evento aconteceu no Centro de Convenções Rebouças e com GPS foi fácil de chegar lá. O estacionamento do local custou 60,00 Temers. Um assalto legalizado. Depois de estacionar, seguimos uma galera que parecia saber para onde estava indo (e sabiam mesmo).

Recepção

A recepção foi organizada. Separaram filas agrupadas por letras em ordem alfabética e como o meu nome começa com T, peguei umas das menores filas e dentro de poucos minutos eu estava credenciado para circular nas instalações do evento.

Eles entregaram um “kit conferencista” que era composto por um crachá com o nome, bloco de anotações, caneta, uma guia das trilhas que seriam palestradas durante o dia e um certificado de participação não nomeado. Guardei tudo na bolsa e fui para uma outra fila pegar o fone de ouvido para poder acompanhar o áudio das palestras. No caminho entre a primeira e a segunda fila eu já fiquei MUITO animado, pois conforme a galera ia chegando, eu já ia reconhecendo algumas “celebridades da internet” do mundo Delphi. Não pensei muito e já corri pedir selfies e trocar apertos de mão. Os caras merecem.

Pós credenciamento e fotos tiradas, rumamos ao local mais movimentado. Lá, descobrimos uma lojinha que vendia salgados, doces e etc… Localizamos também três máquinas de café e os stands dos patrocinadores e empresas parceiras. O salão era amplo, espaçoso e tinha bela vista quase que panorâmica da cidade lá fora, com janelas que mais pareciam paredes transparentes. Muito bonito.

Palestras

A abertura começou por volta das 09:00 da manhã e levou um pouco mais de 20 minutos para acabar. O salão onde rolou as palestras foi dividido em 7 pequenos palcos, onde 7 palestras aconteciam ao mesmo tempo. Com os fones de ouvido que forneceram, nós podíamos ir “trocando de canal” e ouvir os áudios de cada palestrante individualmente e eu achei isso muito bom, pois eu consegui acompanhar partes importantes sobre uns três ou quatro temas diferentes no mesmo horário.

Começamos com a Escrevendo códigos SOLID com Delphi. André Celestino deu um show de conhecimento e expandiu meus conceitos sobre como “vislumbrar” os conceitos de SOLID em rotinas Delphi. Foi genial.

Em seguida, fomos conferir qual era a pegada do Drop Core com a trilha Drop Core + Fundamentos + Novidades. O Drop é framework mantido pela AquaSoft e tem como principal ícone o monstro do Delphi, Carlos Agnes – Tatu.

KEYNOTE – Jim McKeeth e David Millington

Ainda na parte da manhã, havia chegado a hora dos caras revelarem o que viria de novo na versão 10.3 do RAD Studio. Carinhosamente apelidada de Rio, a versão 10.3 trouxe melhorias no core da linguagem, mudanças notáveis no visual da IDE, como a “busca rápida” (Ctrl + .), que agora fica na barra de título do programa, saindo da barras de ferramentas e a grande cereja do bolo para mim foi a possibilidade de declarar variáveis in-line… É eu sei, é muito “javalike”. Quem liga?

Almoço

Almoçamos em um restaurante perto do local do evento. Foi coisa rápida, pois tivemos um pouco mais de uma hora e meia para encontrar um lugar para almoçar e voltar a tempo de pegar um bom assento para as palestras do período da tarde. No caminho da volta nós passamos em frente à uma academia de CrossFit; e eu muito curioso, dei uma espiada lá dentro. Meu, o que foi aquilo?! Tinha um cara fazendo umas manobras absurdas em uns aparelhos lá. Insano. Fiquei com dor só de olhar.

Palestras – Tarde

Depois do almoço as palestras foram eletrizantes. Thulio Bittencourt com o tema de “interfaces matadoras” com Delphi e a sua oratória explosiva roubaram a cena dos palcos adjacentes… Ele argumentava com tanto fervor que dava pra ouvir a voz dele mesmo sem o headset. Tivemos o Enoque Canuto falando sobre os segredos do FireDac, Rodrigo Mourão, Isaque Pinheiro com o ORMBr e os saudosos e internacionais David Millington e Jim Mckeeth também deram o ar da graça.

Para o fim eu gostaria de destacar a palestra do Fabio Rubim. Ele falou sobre o RAD Server, que é uma ferramenta que eu não conhecia até então. Foi de grande proveito poder assistir a apresentação dele. Somou muito.

Encerramento

Eu estava cansado. Confesso. Era perto das 19:00 quando começou a “cerimônia” de encerramento. Para o fim, os organizadores sortearam licenças do RAD Studio, cursos e treinamentos. Eu, com a minha sorte grande, fiquei chupando dedo. #chateado

Trânsito de São Paulo. Tem coisa pior? Demoramos um tempo para pegar a marginal e seguir o rumo pra casa. Foi um dia muito proveitoso, sabe? Fiz bons contatos, conheci novas tecnologias, componentes e conheci grandes nomes do “Delphi brasileiro” pessoalmente. Sinceramente? O mais importante foi ver aquela “horda” de profissionais Delphi compromissados com a vontade de aprender coisa nova mesmo usando uma ferramenta que quem não conhece “pinta” como defasada.

Como de costume, eu não posso deixar de agradecer a Vinhasoft Sistemas. Essa empresa, carinhosamente conhecida por Vinha é onde eu trabalho. Quando soubemos do evento, Ela foi a maior incentivadora e foi quem tornou a nossa presença lá possível. Obrigado Vinha.

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2 respostas para “Embarcadero Conference 2018”

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