Livros #2: O Nome do Vento

Fala galera, beleza?

Há tempos que não lia algo tão envolvente quanto O Nome do Vento. Que narrativa brilhante.

O nome do vento

Na trilogia de A Crônica do Matador de Rei, Patrick Rothfuss recria todo um universo fantástico para nos apresentar o talentoso Kvothe, O Sem Sangue.

Existem duas linhas do tempo no título. Em uma delas, Kote, um simples taberneiro de uma pequena cidade, narra uma jornada épica para um registrador conceituado enquanto precisa lidar com clientes e acontecimentos presentes. A outra, que é onde o livro tem o maior foco, é a narrativa de Kote. Ele conta a incrível saga do ainda menino Kvothe, que descobre ser uma lenda viva do seu tempo.

Sim. Kote e Kvothe são a mesma pessoa. Ainda não está claro o motivo de Kvothe estar foragido, mas esse “registrador”, conhecido como O Cronista, encontra o nosso herói em uma determinada circunstância e eles dão inicio ao registro das memórias de Kvothe.

Patrick criou um mundo novo aproveitando uma tonelada de boas referências do gênero fantasia: demônios, deuses, arcanistas e um quase dragão. Achei bem bacana a forma como ele abordou, por exemplo, o intervalo de dias. Na narrativa ele usa um termo chamado onzena, que é bem próximo da nossa semana. No universo criado, os anos possuem apenas 8 meses e as estações possuem nomes diferentes das nossas.

Uma coisa interessante que me chamou a atenção foi a presença da “igreja”, onde o autor deixou uma forte referência da imposição religiosa em uma “cena” onde um personagem sofre fortes consequências por contar uma simples “história de fadas”.

A indescritível habilidade de descrever coisas como um silêncio de três partes,  o som de folhas caindo e a música de uma tarde quente foi o que me deixou vidrado nesse livro.

Após sofrer um trauma cruel ainda quando criança, o nosso protagonista se vê sozinho no mundo enfrentando a dura realidade de crescer antes da hora. É isso ou morrer.

Kvothe é um músico habilidoso. De alguma forma ele toca as pessoas com a sua música. Ele aprende a transformar sensações, clima, dor, tristeza e sentimento em música. É de ficar arrepiado em certos momentos e profundamente triste em outros.

Suprindo o “núcleo romance” da coisa, temos Denna. Apesar de ainda não saber disso, Kvothe descobre o amor com essa, digamos, “dama”. Hehe…

Foram quase 700 páginas de altos e baixos. As coisas demoram um pouco para acontecer, sabe? Muita coisa não contribuiu de verdade para a trama em si. Isso dá uma agonia sem tamanho, já que eu queria logo saber em que momento ele iria descobrir logo o nome do tal do vento ou quando iria começar a soltar umas bolas de fogo pela mão hahaha…

Comece a ler e apaixone-se (não de imediato). Recomendo com força!

Titulo: O Nome do Vento / Autor: Patrick Rothfuss

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